Bitcoin

Bitcoin Despenca para US$ 61 Mil, Stablecoins de Gigantes e Reserva Estratégica: O Mercado Cripto em Ebulição

Published

on

O Bitcoin mercado cripto vive uma semana de fortes emoções: o Bitcoin desabou para o menor preço em quatro meses, gigantes do setor de pagamentos anunciam uma aliança histórica com stablecoins, o Secretário do Tesouro dos EUA acelera os planos para a reserva estratégica de Bitcoin e o Brasil aparece como protagonista global, com Ripple investindo em pesquisa na USP. Confira a análise completa das cinco notícias mais impactantes desta semana.

1. Bitcoin Cai para US$ 61.300: Maior Queda em Meses

O Bitcoin registrou sua cotação mais baixa dos últimos quatro meses nesta primeira semana de junho de 2026, chegando a ser negociado a US$ 61.300. A queda acumulada desde o início do mês ultrapassa 16,6%, apagando boa parte dos ganhos obtidos entre fevereiro e maio.

Os fatores por trás da turbulência são múltiplos e interligados. A principal faísca foi a primeira venda de Bitcoin pela Strategy desde 2022, empresa de Michael Saylor conhecida por acumular BTC de forma agressiva. A simples sinalização de desinvestimento foi suficiente para desencadear um efeito dominó no mercado. Somado a isso, a falida corretora Mt. Gox movimentou mais de 10 mil bitcoins para um novo endereço, gerando temor de um despejo massivo de moedas no mercado.

No mercado de futuros, as consequências foram devastadoras: mais de 265 mil traders foram liquidados nas últimas 24 horas, totalizando US$ 1,73 bilhão em liquidações forçadas. A maior liquidação individual ocorreu na exchange HTX, no par BTC/USDT, no valor de US$ 59,67 milhões.

Os ETFs de Bitcoin listados nos EUA intensificam o cenário negativo, acumulando 12 dias consecutivos de saídas líquidas com total de US$ 3,97 bilhões retirados no período. O fundo IBIT, da BlackRock, sozinho respondeu por US$ 828,9 milhões em saídas nos últimos dois dias.

Eric Balchunas, analista de ETFs da Bloomberg, fez uma análise perspicaz sobre a situação: o Bitcoin se tornou dependente demais de dois sustentáculos — os ETFs e a Strategy. Segundo ele, a criptomoeda precisa aprender a crescer de forma mais autônoma, sem depender de fluxos externos para sustentar seu preço.

2. Peter Brandt Prevê Queda do Bitcoin Até Outubro

Um dos traders mais respeitados do mundo, Peter Brandt — com mais de 50 anos de experiência nos mercados financeiros — emitiu um alerta contundente: a queda do Bitcoin pode não ter chegado ao fim.

Brandt havia alertado previamente que o Bitcoin estava se formando em um canal ascendente de baixa, padrão que costuma preceder correções significativas. Sua análise se confirmou quando a criptomoeda rompeu o suporte do canal no dia 1º de junho, iniciando a queda atual.

Com a formação de um triângulo expansivo, padrão técnico que o trader considera altamente confiável, Brandt publicou uma atualização preocupante: não vê uma mínima negociável antes de outubro.

O cenário de baixa não afeta apenas o Bitcoin. O Ethereum perdeu o suporte dos US$ 2.000 e opera em queda de 10,1% nos últimos sete dias. Solana recua 13,1%, XRP cai 9,1% e BNB perde 4,8%. A exceção notável é o token HYPE, da exchange descentralizada Hyperliquid, que sobe 16,7% no mesmo período.

3. Visa, Mastercard e Stripe Unem Forças para Criar Plataforma de Stablecoins

Em uma das notícias mais impactantes da semana, três dos maiores nomes globais do setor de pagamentos — Visa, Mastercard e Stripe — estariam próximos de lançar conjuntamente uma plataforma de stablecoins, de acordo com informações da CoinDesk, citando três fontes independentes.

A movimentação representa uma virada estratégica histórica: empresas que poderiam ser concorrentes das criptomoedas estão abraçando a tecnologia para se reinventar. As stablecoins oferecem transações mais rápidas, tarifas reduzidas e liquidação quase instantânea — vantagens que os sistemas tradicionais de cartão de crédito simplesmente não conseguem oferecer.

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos EUA e parceira da emissora da USDC, a Circle, também teria demonstrado interesse em participar da iniciativa. Nenhuma das empresas confirmou ou negou as informações.

O timing é estratégico: relatórios do setor projetam que o mercado de stablecoins pode alcançar US$ 4 trilhões em valor de mercado até 2030. Já o volume mensal de gastos em cartões cripto ultrapassou US$ 1,5 bilhão em 2025.

4. EUA Avançam na Reserva Estratégica de Bitcoin

Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, confirmou perante o Comitê de Finanças do Senado que o governo americano está ativamente trabalhando para criar sua reserva estratégica de Bitcoin.

O governo americano já detém 328.354 bitcoins em carteiras rastreáveis, avaliados em aproximadamente US$ 21,6 bilhões. A senadora Cynthia Lummis chegou a protocolar um projeto de lei propondo a compra de 1 milhão de bitcoins pelo governo — equivalente a 4,76% da oferta total, ou cerca de US$ 65,7 bilhões na cotação atual.

Bessent reconheceu os desafios da implementação, mas garantiu que o processo avança com seriedade e que as melhores práticas estão sendo adotadas para garantir durabilidade ao projeto. A aprovação do Clarity Act foi citada como próximo passo fundamental.

5. Ripple Investe US$ 400 Mil em Pesquisas de Blockchain na USP

A Ripple renovou sua parceria com a Universidade de São Paulo (USP), destinando US$ 400 mil para pesquisas em blockchain e inteligência artificial ao longo dos próximos 36 meses.

O convênio envolve múltiplas faculdades e institutos da USP, com temas de pesquisa que incluem modelagem de crédito em ativos do mundo real, distribuição de créditos de carbono via blockchain e integração com serviços de pagamento brasileiros. O contrato cita até uma possível colaboração com o Drex, a moeda digital do Banco Central do Brasil.

Conclusão: Curto Prazo Turbulento, Fundamentos de Longo Prazo se Fortalecem

O contraste desta semana é revelador. De um lado, o Bitcoin em queda livre com liquidações massivas e pessimismo dominando o mercado especulativo. Do outro, uma movimentação institucional e regulatória sem precedentes: gigantes do setor de pagamentos apostando em stablecoins, o governo mais poderoso do planeta montando sua reserva de Bitcoin, e universidades recebendo recursos para aprofundar pesquisas no setor.

Para o investidor informado, saber distinguir entre o ruído de curto prazo e a construção das fundações de longo prazo é o diferencial mais valioso. O Brasil aparece no centro dessa narrativa global — com a parceria Ripple-USP, a integração de stablecoins com o Drex e uma comunidade cripto entre as mais ativas do mundo, o país está posicionado de forma única para aproveitar a próxima onda de adoção.

Leia Também

Notícias Ao Vivo

Sair da versão mobile